15 outubro 2009

A Contraluz

Desnudo o meu olhar, este
olhar cerzido com longos,


longos fios num tear de luz:
nesse corpo aceso, ateado,


vivo, que amadura o fogo
e o fulgor - reluz: rútila


vertigem que amotina o trigo,
alucina o sol, e mesmo a


contraluz, ai dos olhos ávidos
(ai de mim cativo), quando chego


ao cimo de teus seios nus.


Domingos da Mota

2 comentários:

Ianê Mello disse...

Tive acesso à tua poesia através de um comentário que me deixaste no site Luso-Poemas.

Visitando teu espaço para conhecer melhor tua alma de poeta, apreciei muito as linhas aqui escritas.

Voltarei mais vezes.

Convido-o a conhecer meu espaço
http://labirintosdaalma.blogspot.com

Um abraço.

Hisalena disse...

Um poema muito belo, com uma sensualidade suave e delicada.
Gostei imenso!