à memória de Eugénio de Andrade
Para quê mais versos?
O poema está feito, cabe
inteiro nestas sílabas de pedra
onde gostei tanto de magoar os pés.
Correm ao sol de Fevereiro
- pretos, quase brancos
e malhados - os príncipes
desta terra, os únicos.
Não te atrevas a segui-los, dona morte.
Manuel de Freitas
com a devida vénia, de JUROS DE DEMORA, Assírio & Alvim, Lisboa, Março de 2007
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