27 de Abril de 2011

UM DEUS IRADO

Um deus irado
Batia num homem;
Espancava-o ruidosamente
Com golpes atroadores
Que soavam e ressoavam pela Terra.
Toda a gente veio a correr.
O homem gritava e procurava libertar-se,
E mordia furiosamente os pés do deus.
As pessoas exclamavam: "Ah, que homem malvado!"
E -
"Ah, que deus formidável!"

Stephen Crane

com a devida vénia, de Antologia de Poesia Anglo-Americana, De Chaucer a Dylan Thomas, Selecção, tradução, prefácio e notas de António Simões, Campo das Letras - Editores, S.A., 2002

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