Impenitente criador de mastros,
quanto a velas nem vê-las
- mais que de fugida
quando me olhas de olhos como estrelas,
minha vida.
Dos astros
desço então à hora parca
que o destino nos deu:
e fecho a arca,
e tapo o céu.
Pedro Tamen
com a devida vénia de Relâmpago, N.º 27, Revista de Poesia, Outubro de 2010
2 comentários:
Domingos Querido, li e fui buscar mais poemas deste grande poeta que apresentaste aqui, colo abaixo um dos tantos em minha leitura.
Escrito de Memória
Formado em direito e solidão,
às escuras te busco enquanto a chuva brilha.
É verdade que olhas, é verdade que dizes.
Que todos temos medo e água pura.
A que deuses te devo, se te devo,
que espanto é este, se há razão pra ele?
Como te busco, então, se estás aqui,
ou, se não estás, por te quero tida?
Quais olhos e qual noite?
Aquela
em que estiveste por me dizeres o nome.
Pedro Tamen, in “Tábua das Matérias”
Um abraço, gracias pela troca poética e bom final de semana.
Carmen.
Cara Carmen,
Obrigado pela transcrição de mais um excelente poema de Pedro Tamen.
O que aqui deixei, segundo o autor, «pertencerá ao livro a publicar Rua de Nenhures (...)».
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