12 de Julho de 2011

[Não param as buzinas]

Não param as buzinas
da usura num canto de sereia
sobre o fio da navalha
e os nus e os mortos

que, à míngua, não pagaram
ficam sem acesso ao paraíso,
como se isso lhes pudesse
agora interessar.

Paulo da Costa Domingos

com a devida vénia, de AVERBAMENTO, & etc, 2011

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