29 outubro 2009

INCUBADORA

Era tão pequena a mão   que
Nem o seu dedo mendinho

Conseguia agarrar. Pesava
Quinhentos gramas e respirava

Sem a ajuda do ventilador
O coração da sua mãe quase

Que não batia    com receio de
Que ele sufocasse sob o peso

Do seu amor

Jorge Sousa Braga

com a devida vénia, de A FERIDA ABERTA, Assírio & Alvim, Lisboa, 2001

2 comentários:

ADRIANO NUNES disse...

Domingos,


Que lindo! Parabéns pela postagem!


Grande abraço,
Adriano Nunes.

Janaina Amado disse...

Muito lindo este poema, tão delicado quanto o dedo mindinho (como dizemos no Brasil) da mãozinha.