08 julho 2009

QUEBRADA

Hora da alcateia na praça.
Sigo
o hálito transbordante
da desordem.


Uma lua de cobre
em sua órbita pedestre
poderia.


Inscrito  na linhagem
do círculo,
salto possibilidades e geometria.


Invado a zona secreta
da casa da intolerância,
turva escrita de decretos
para burla e tédio.


Encurralado no escuro,
derrubo o rumor de qualquer traçado.


Órbita pessoal possível:
à deriva, ao léu, ilegível,
apenas o imprevisto por caminho.


José Antônio Cavalcanti


Retirado, com a devida autorização do autor, do seu blog http://poemargens.blogspot.com/

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