30 junho 2009

Sumo de Laranja

A tarde fria arrasta-nos para dentro da cama.
Aos poucos deixamo-nos ficar... ...por ali.


Fixo a fraca coluna de sol mergulhar pelo vidro da janela
e sustentar-se friamente no soalho silencioso.
As tuas costas flutuam amparadas no colchão.


Lentamente deixas cair o braço para fora da cama.
Sorrio não só por te sentir adormecida
mas também por a tua pulsação ser como uma balada,
- o seu refrão será sempre um refresco -
e as suas melodias ainda que electrónicas
estarão sempre à nossa espera
nos head-phones abandonados
sobre a mesa de cabeceira.

João Miguel Queirós

in POETAS SEM QUALIDADES 1994-2002, Averno, Novembro de 2002

5 comentários:

ADRIANO NUNES disse...

Domingos,

Lindo! Perfeição e modernidade tecnológica!


Abração!
Adriano Nunes

DM disse...

Um belo poema de um daqueles poetas portugueses que foram seleccinados para a antologia dos "Poetas sem Qualidades".

Abraço,

Domingos da Mota

João Miguel disse...

Parabêns pelo blog.
Até breve
João miguel Queiros

DM disse...

Caro Poeta,

Agradeço-lhe a visita ao meu blogue, neste poema que é seu, e que tive o prazer de ler e de publicar com as devidas referências.
Obrigado, e até breve.

Domingos da Mota

DM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.