31 março 2010

[Tem o poeta uma fisga]

Tem  o poeta uma fisga
E um caroço de azeitona
E dele ninguém se pisga
Sem levar uma na mona

O poeta é como um puto
Não há muros que não salte
Nem árvore cujo fruto
Lhe negue o sabor de malte

E mesmo que o tempo passe
E na barba nasça neve
Em cada dia ele faz-se
E desfaz-se no que escreve

Xavier Zarco

5 comentários:

Magno Jardim disse...

Perfeito.
Saudaçoes cordiais

Xavier Zarco disse...

Camarada,
Muito obrigado por mais esta boa surpresa. Sabe sempre bem a quem escreve ter a certeza de que é lido.
Um abraço
Xavier Zarco

Domingos da Mota disse...

Caro Magno Jardim,

Obrigado.
E retribuo as saudações cordiais.

DM disse...

Cara Xavier Zarco,

Eu é que agradeço o ter lido e publicado este seu belo poema.
Obrigado.

António Amaral Tavares disse...

Eu conheço este poema, ou a sua verdade, desde os princípios da minha adolescência. É excelente por ser tão certeiro.

António