03 novembro 2010

O ANO DA MORTE DE JOSÉ SARAMAGO

(...)

Vejo-me como um homem calado, vejo assim os poetas,
vemo-nos como homens calados que não podem estar calados,
ou que estão cegos e não podem estar cegos,
ou que não podem deixar de deambular pela cidade,
porque há uma pedra a levantar do chão,
um povo a levantar,
uma infância a levantar

(...)

Amadeu Baptista

com a devida vénia, de O ANO DA MORTE DE JOSÉ SARAMAGO, &etc, Setembro de 2010

2 comentários:

Carmen Silvia disse...

Que bela visão! na poesia , desvendamos muros, pedras, mundos.


Beijos

Domingos da Mota disse...

Cara Carmen,

O poema é longo e vale bem a pena ser lido na íntegra.