11 abril 2009

ANTONIO CÍCERO "MERDE DE POÈTE"

Quem gosta de poesia "visceral",
ou seja, porca, preguiçosa, lerda,
que vá ao fundo e seja literal,
pedindo ao poeta, em vez de poemas, merda.


Antonio Cícero,


in A Cidade e os Livros, prefácio de José Miguel Wisnik, edições Quasi, Fevereiro de 2006

2 comentários:

ArthurMCampos disse...

O melhor é quando inventa um perfume, cheira e diz que é perfume, elabora a alquimia decantada, dum perfume tão bom, agradavelmente cheiroso. Come, bebe, lambe, sai expondo encima da testa dizendo: "Como cheira tão bem, vejam! Melhor arte não existe. Isso é coisa de grande gênios". Mas esquece que esse seu perfume também não passa de merda cagada pela boca

Domingos da Mota disse...

Caro ArthurMCampos,

Peço uns versos a Ferreira Gullar para responder a uma parte do seu comentário:

«O poema, senhores,
não fede nem cheira.»

Quanto à oficina do poeta Antonio Cícero, remeto-o para o blogue http://umbigodolago.blogspot.com/ ,onde ele, numa entrevista a Sidnei Schneider, deixa alguns apontamentos sobre a sua arte poética.
Obrigado pela sua visita.